segunda-feira, 2 de maio de 2011

Escola Aprendiz




Análise da Conferência Escola Cidade Aprendiz


Entrevistado – Jornalista Gilberto Dimenstein



A riqueza de uma cidade não está nas belezas naturais, mas na quantidade de pessoas interessantes fazendo coisas interessantes, compondo paisagens de incessantes inovações. Gilberto Dimenstein,coluna “feliz São Paulo “,Folha de São Paulo,31/12/2003



A Cidade Escola Aprendiz, fundada em 1997,pelo jornalista Gilberto Dimenstein, na Vila Madalena, em São Paulo é um laboratório de pedagogia comunitária onde se realiza a experiência do bairro escola, dedicada ao aprimoramento simultâneo da comunidade e educação.

O objetivo é integrar escola e comunidade compondo uma vivência única de aprendizagem, isto é todos os lugares transformam-se em salas de aula informais mas sintonizadas com os currículos escolares.

Para desenvolver uma comunidade educativa são experimentados programas de arte, esporte, comunicação, tecnologia e geração de renda, numa construção de parcerias que compõem as redes de aprendizado.

Tendo em vista que a escola não é a única responsável pela educação, mas faz parte da comunidade, pois concentra um grande número de jovens e adolescentes e é reconhecida pela sociedade como importante agente na formação, o projeto escola aprendiz procura potencializar e articular parcerias com escolas do bairro , de forma a complementa-la e auxiliá-la a oferecer uma escola integral e de qualidade ao seu público,utilizando como meio e fim de suas ações ,todos os espaços possíveis da comunidade.

A ideia é fazer com que as crianças e jovens participem da escolha dos programas como parte de sua formação pessoal e comunitária. Por meio de parcerias, são compostas redes de aprendizagem na comunidade, disponibilizando programas com os quais os aprendizes trilham uma trajetória em arte – intervenção urbana, comunicação e tecnologia procurando valorizar a troca de de ideias , o encontro...

Enfim a Cidade Escola Aprendiz ajuda a construir uma escola mais eficiente e com certeza uma cidade mais humana e acolhedora,pois todos são agentes da construção de uma sociedade nova, mais justa.


“Devo me colocar como aprendiz permanente.”

O individuo tem que saber que ele não pode parar de saber.”

O Brasil e a conferência de Estocolmo

DESENVOLVIMENTO:



A posição do Brasil na Conferência de Estocolmo



A posição do Brasil foi a de defender o desenvolvimento a qualquer custo e não reconhecer a gravidade dos problemas ambientais. O governo do nosso país defendia que para se chegar a um nível de desenvolvimento adequado não se podia poupar qualquer esforço para alcançá-lo .Alegava ainda que a maior poluição era a nossa pobreza e que dispor de mais alimentos, habitação, assistência médica, empregos e condições sanitárias tinham mais prioridade do que reduzir a poluição da atmosfera ou seja, o desenvolvimento não poderia ser sacrificado por considerações ambientais dado que essa preocupação poderia prejudicar as exportações dos países em desenvolvimento.

Dois fatores evidenciam essa postura brasileira: O Brasil tinha um projeto de combate à pobreza, o tal crescimento econômico, expansão agrícola e a industrialização e também porque o Brasil vivia uma ditadura militar e temia interferências da ONU nos assuntos internos.



Ser supervisor

Competencias do supervisor

Sucesso da aprendizagem

O supervisor escolar precisa saber dialogar, argumentar e conversar com os professores que trabalham com ele. Isto é competência. Saber se expressar.
Ser competente é ter humildade, auxiliar o professor no seu planejamento, nas realizações das atividades. É levar idéias para os profissionais melhorarem sua prática educativa sem parecer mandão, arrogante e sem ser autoritário. Isto é muito importante na Instituição.

Para adquirir essa competência é preciso também disciplina. Ambas andam juntas. São necessárias na escola. Uma das competências mais importantes do supervisor é ele conseguir passar para os educadores o quanto é fundamental o professor semear desejos e estimular projetos, fazendo com que os alunos saibam articular seus projetos e idéias pessoais com os da coletividade na qual está inserida. Ser competente pode-se dizer também que é saber pedir, ajudar, expressar-se, ser flexível e trabalhar em equipe.

Para ser competente, é necessário dominar conhecimento. Mas também deve saber mobilizá-los e aplicá-los de modo pertinente à situação. Tal decisão significa vontade, escolha e, portanto, valores. Essa é a dimensão ética da competência. Que também se aprende, que também é aprendida.
A competência só pode ser constituída na prática, não é só saber, mas sim o saber fazer. Aprende-se fazendo, numa situação que requer esse fazer determinado. Esse princípio é importante para a educação.

Desenvolver competência com alunos e professores precisa ir além do ensino da memorização de conteúdos abstratos e fora de contexto. É fundamental que eles aprendam para que serve o conhecimento, quando e como aplicá-lo. Isso é competência.


Quando os poetas pensam educação:


Quando os poetas pensam em educação


A palavra para o poeta é a sua ferramenta, o começo, o meio e o fim de seu trabalho, a poesia vem retratar a maneira de se comportar, é uma identidade democrática onde há permissões.

Trazer os poetas para o cotidiano da escola, em todas as instâncias de ensino é algo merecedor para todos os que serão atingidos por esta proposta pois a poesia faz parte do universo.

Sabe-se que a educação precisa ser de formação tanto para que educa quanto para quem é educado e quando o professor se permite ser aprendiz a educação se transforma e é assim na pedagogia dos poetas, é a incerteza, é querer ser e saber é buscar mais, estar aberto ao conhecimento novo, é ser humilde, colaborador e reflexivo.

Trata-se de verificar a linguagem e o discurso do professor. Não o discurso da escola simplesmente, mas o discurso, a postura daqueles que fazem escolhas pela mediação do conhecimento, que descruza os braços, encara suas tarefas como atividade política, cheia de desejos, ansiosa pela descoberta da cidadania.

Precisamos vencer o medo, por fora o discurso válido, rígido e mercadológico.

Diz Glória Kirinus; Haverá um tempo em que nosso corpo, nossa alma estará impregnado pelos quatro continentes, onde o saber será de todos e para todos, não haverá mais barreiras culturais, nem linguísticas...

Deixemo-nos abraçar pela pedagogia dos poetas, que é viva, latente, criativa, onde a construção do conhecimento é sempre verdadeira.

Competição e competitividade

Conceituar a situação competitiva e a situação cooperativa nas relações interpessoais e intergrupais, e argumentar em qual dessas situações,você se identifica no ambiente de trabalho:

Cooperação; Trabalhar, atuar simultaneamente para o mesmo fim, colaborar, ajudar...
Competição: Ação ou efeito de competir, luta, disputa, torneio;Pretender uma coisa simultaneamente com outrem, concorrer, rivalizar.
Cooperação e competição são conceitos básicos com os quais, se convive em todas as relações interpessoais.
Quando é cooperação? Quando é competição? Como e porque de uma e de outra?
Percebe- se que a diferença entre competição e cooperação repousa justamente na diferença da natureza das metas das duas situações.
A situação de cooperação acontece quando os objetivos dos indivíduos são interdependentes, quando há valorização positivas na prática das ações e estas são para o bem comum.
A cultura da cooperação enquanto uma filosofia de vida, uma forma de ver, sentir e posicionar-se principalmente sobre as relações humanas é um poderoso agente de transformação de cultura de organizacional, pois possui algumas características que o diferencia, como por exemplo: Valoriza o potencial individual de cada pessoa; Estimula a busca de soluções de compromisso coletivo;Aumenta a auto- estima das pessoa, fazendo com que sejam mais ousadas e percam o medo de falhar;Um dos instrumentos mais difundidos na implementação da Cultura da Cooperação.
Na situação de competição os objetivos são restritivos, há a valorização negativa, as ações são realizadas pelos indivíduos são interdependentes com relação ao outro.
O mundo está em constante transformação e os valores humanos estão em conflito. Nossa sociedade vive hoje uma crise de valores.
As organizações sofrem as conseqüências dessa crise, pois elas geram conflitos,competições problemas... nas pessoas o que afeta a vida de todos na sociedade.
Acredito que na minha prática, enquanto profissional de educação, como professora de alfabetização,procuro trabalhar em cooperação com meus pares- colegas – na construção de projetos coletivos para serem aplicados na escola, bem como na series específicas também quando compartilhamos materiais, recursos, nas reuniões pedagógicas, estudando, nos atualizando para oferecer o melhor em educação para toda comunidade escolar e também na minha prática de sala de aula, desenvolvendo atividades que despertem o espírito de colaboração e ajuda, no trabalho em grupos, nas dinâmicas, no atendimento individualizado levando ao ganho coletivo, onde todos aprendem, crescem e amadurecem juntos com respeito à pessoa do aluno e este enquanto grupo, que está em formação para a cidadania.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Meio ambiente e sustentabilidade


Educação ambiental e sustentabilidade na formação do professor

A questão ambiental vem sendo considerada cada vez mais urgente e importante para a sociedade, pois o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre a natureza e o uso pelo homem dos recursos naturais disponíveis.

O trabalho com o tema Meio Ambiente na escola deve ser desenvolvido visando proporcionar aos educandos uma grande diversidade de experiências e ensinando-lhes formas de participação, para que possam ampliar a consciência sobre as questões relativas ao meio ambiente e assumir de forma independente e autônoma atitudes e valores à sua proteção e melhor

Promover e integrar um currículo ambiental é um desafio. Segundo Novo (1995), ambientar o currículo significa ajustá-lo de forma coerente com os princípios éticos, conceituais e metodológicos, característicos da educação de valores ambientais. Um currículo ambiental, portanto, deve ser:

Adequado, isto é, ajustado as condições reais da comunidade; Coerente, onde as metodologias devem estar de acordo com as bases éticas e com os pressupostos teóricos que orientam a aprendizagem e a avaliação; Aberto ao entorno aos problemas ambientais regionais, estaduais e mundiais; Flexível, onde o planejamento deve ser sempre uma hipótese de trabalho que pode mudar; Dinâmico, aberto à inovação e à mudança; Problematizador, interdisciplinar, valorizando a integração.

De acordo com Zabala (1991), o ambiente numa perspectiva educativa, engloba quatro grandes espaços: o social, o território,a comunidade e o espaço concreto. Assim nesta perspectiva as escolas podem se guiar com as metas estabelecidas nos PCNs, que são?Fundamentos ecológicos onde se busca os conhecimentos ecológicos; Os problemas e valores, onde se busca a sensibilidade ambiental, o reconhecimento de como as ações individuais e coletivas podem influenciar na relação qualidade de vida e qualidade do meio ambiente; Investigação e Ação, esta referindo-se à aquisição do conhecimento e das

habilidades necessárias que permitem investigar, propor e avaliar soluções alternativas;Treinamento e Aplicação, esta meta busca desenvolver as habilidades que permitirá atuar de acordo com os seus valores, tanto no grupo como individualmente.

Fica evidente a importância de se educar nossas crianças cidadãos de hoje e do futuro, para que, como empreendedores, venham a agir de modo responsável e com sensibilidade, conservando o ambiente saudável no presente e para o futuro.

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cOMUNICAÇÃO E LUDICIDADE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR


COMUNICAÇÃO E LUDICIDADE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DOCENTE


Parte-se de uma concepção de educação como um processo permanente em que “o saber se faz através de uma superação constante” e que concebe tanto aos professores quanto aos alunos como aprendizes contínuos,” sujeitos de sua própria educação”.(Paulo Freire,1981,p.28-29.) .

Hoje, com inúmeras tecnologias à disposição de todos e que atraem, principalmente as crianças e jovens, o professor não pode querer ou pretender atrair a atenção dos seus alunos com aulas tradicionais, com transmissão de conteúdos, utilizando apenas do quadro de giz e do livro didático para efetivar o processo de ensino aprendizagem. .

Faz-se necessário que na formação do professor, ele reconheça três recursos fundamentais para realizar uma aula atrativa: a comunicação, a arte e a ludicidade. .

No que diz respeito `a comunicação, ela é fundamental, pois o professor precisa ter grande facilidade para se comunicar com os alunos, adentrar em seu mundo, aproximar-se deles e saber ouvi-los,criando assim, um espaço de interação entre professor /aluno e aluno/aluno, de modo que todos possam conversar, trocar idéias, opinarem,ou seja,aprenderem juntos. .

Muitos professores utilizam uma linguagem muito teórica e nem percebem que não sabem se comunicar com seus alunos; .

Aliada à comunicação, a arte também deve ter espaço no processo de aprendizagem,pois os alunos tem um potencial criativo muito grande e precisam exercitá-lo e para isso o professor deve saber explorá-lo em qualquer disciplina que leciona. A arte pode ser trabalhada desde uma pequena ilustração feita pelo próprio aluno,como também utilizando diversos materiais para que este explore, crie, contribuindo nosso seu processo de aprendizagem. .

Vale lembrar que as crianças gostam de jogos, competição, brincadeiras,...logo, cabe ao professor criar situações lúdicas e desafiadoras, despertando nos alunos o desejo, o gosto de aprender e de fazer da aula um momento prazeroso e que sinta participante de algo em que ele possa agir, aplicando seus conhecimentos para adquirir outros, percebendo que a sala de aula é um lugar, onde ele é sujeito e como tal pode atuar,brincar enquanto aprende.

Cabe ao professor colaborar para o processo criativo de seus educandos oferecendo um ambiente de aceitação, integração e liberdade, organizando o meio onde a crianças possa se sentir segura e acolhida para atuar.

Destacando a postura da escola frente ao processo de desenvolvimento da criatividade, Maria H. Novaes(1980,p.118) afirma: .

É preciso reforçar a certeza de que a forma integral da personalidade do educando será incompleta sempre que se relegar a um segundo plano a expressão criadora, portanto,é preciso que a escola esteja aparelhada ideologicamente e materialmente para proporcionar aos alunos técnicas, meios e ambientes de liberdade,onde possam desenvolver sua capacidade criadora e construtiva. .

_________Isolete Vieira borges- _______________________________________________________________